Pessoa escrevia nos cafés sem que ninguem se apercebesse, as ideias surgiam-lhe, ele e o bloco de notas, letras e letras, folhas sem fim... Em vida chamado de louco, em morte dado como grande escritor. Eu não sou Pessoa, mas minha pessoa escreve em qualquer sítio, normalmente ideias que me passam pela cabeça. Escrevo meus livros na minha cabeça, vejo e revejo cenários, personagens, cenas... Outras como hoje, rume a Lisboa, caderno e caneta a mão e as palavras pensadas em silêncio, nem luz acessa, camioneta em andamento, letra mais ilegível que o normal, mas eu, minha pessoa ao som da música e ao ritmo do andamento escrevo aquilo que me vai no pensamento. Porque escrever não é pensar na melhor palavra ou o que será a frase seguinte; mas dar vida àquilo que vive lá dentro!
...e estagnou...
o que só prova que não é quando queremos, mas sentimos!










